Wednesday, December 26, 2007

Dois mais três = Vinte e Três

Vi o 23.

Ô filmezinho bem medíocre.

Jim Carrey surpreende na atuação, mas não salva o roteirinho.

Recomendação do Gui, o que gosta dos filmes que fazem flashbacks pra mostrar quem é o assassino no final…

Deveria ter na locadora: “Romance, Comédia, Terror/Suspense, Filmes que Fazem Flashbacks pra Mostrar quem é o Assassino no Final, Documentários, Desenhos etc.”

 

Posted by juan aka suddendevice at 01:23:21 | Permalink | No Comments »

Sunday, December 16, 2007

O búfalo da noite

Fui ver o Búfalo da Noite.
Tava no curso, de repente decidi ver o que tava em cartaz.
Fui.

Bom, pra quem gosta de filmes com finais surpreendentes, efeitos especiais de videogame, explosões, adrenalina e o escambau Holliwodiano, esquece.
O esquema desse filme é mostrar o limite da dependência de uma pessoa pela outra. E uma vingança muito, muito sutil, como deve ser.

Tá, teve quem reclamasse de cenas de sexo demais, de nudez explícita, de diálogos minimalistas (isso é mesmo), mas o filme é para mostrar um triângulo amoroso implícito -quase um quadrilátero e por um triz não foi outros polígonos- onde havia uma grande necessidade de dependência entre cada um, cada um pelo seu motivo, e seu ódio por ter de ser assim.

Sexo em sí era desculpa furada para ficar junto, a nudez para ter contato, tanto que há cenas que teriam tudo para serem picantes, mas é de grande tensão psicológica, de elucubrações, de pudor, vergonha.
De poder tentar tudo de novo. Ou de não continuar.

Eu achei por aí umas sinopses, tudo sem graça. Nem vou botar aqui.

Seguinte: O Gregório tinha uma namorada. Uma namorada mui formosa aos olhos dos varões, e um varão em especial gostava da guria: Era a Tania e o Manuel, “amigo” do malucão.
O Gregorio era esquizofrênico e vivia mais internado em hospitais psiquiátricos que em casa, e o Manuel e a Tania se aproveitavam disso amando às ocultas.
O Gregorio se recupera, sai do hospital, aparentemente bem e um belo dia mete uma bala da cabeça.
Uma amiguinha em comum dos dois, entrega ao Manuel uma caixa com umas fotos e cartas e umas lacraias muito malucas onde o Manuel começa a entrar no universo -nem tão- torpe de seu amigo e passa a encontrar padrões, verdades e surpresas terríveis ao se dar conta de uma série de eventos que passsaram desapercebido por ele.
É, o Gregorio tinha problemas, sim. O cara era maluco mesmo. O Manuel não tinha. Mas passa a ter. :P
“Tá vendo esse machucado??? Foram as lacraias que entraram por aqui. Elas andam pelo meu corpo, foram para o meu cérebro, abriram minhas veias para passar mais sangue para o meu cérebro.”
Eu achava que fosse alguma droga, mas era lacraia mesmo. O bichinho é feio, e por um instante achei que fossem reais, no contexto do filme. Na verdade, eram. E fizeram o serviço bem.

O final é surpreendente, e resgata o princípio das dores do filme de forma impressionante. Um gordinho que eu não lembro o nome, fora incumbido de cuidar da Tania por Gregorio, fala pro Manuel (quando ele tá preso por ter descarregado um 38 num lobo de zoológico) que quando se está num hospital psiquiátrico, a pessoa se agarra com todas as forças na corda que aparece. “Sabe qual era a corda de Gregorio??? A Tania, e você tirou a corda dele”.
Se esse gordin falasse no começo, tudo seria muito mais claro, mas menos envolvente, intenso. Os flashbacks do Manuel com o Gregorio são confusos e dispersos no filme, mas enriquecem e muito a interpretação dos eventos.
Aliás, essa Tania ae é que era a ultra-carente. Não resistiu a distância de Gregorio, mostrando uma dependência feminina e envolveu-se com Manuel, uma dependência masculina. Até a amiga dela sabia, mas as duas mantinham uma distância tensa: Talvez porque tinham suas carências com objetos comuns, e portanto conflitivos, mantiveram um pacto silencioso de aceitar qualquer regra do jogo de uma paixão bem carnal e instintiva.

O Gregorio mostrou através de seus próprios olhos doentes e mortos o que ele padeceu, das lacraias, do búfalo a respirar no seu pescoço todas as noites, de ver a Tania sair de sua vida tão rapidamente quanto entrou, de transar com outra(s) mas não ter nenhum desejo ou prazer disso, de ter um homem próximo a ela que conhecia, mas agora mudou e é estranho, e de querer ouvir ela, pelo menos a última vez, mesmo sabendo que é mentira, que o ama. Doentio.

Posted by juan aka suddendevice at 01:52:37 | Permalink | No Comments »

Friday, September 28, 2007

Paris Jet’aime

Só pra me lembrar que eu tenho que postar do Paris Je t’aime
Descrever os curtas desse filme.
Alpino e tônica.
Sozinho.
Interação à dois.
Natalie Portman
Die hard 4.0.
Jude Law
Detestar elogios.

 *Atualizado Fri Mar 7 20:57:29 2008*
Nem vou comentar nada dos ítens acima. Para mim, são auto-explicativos, and sad like the very fucking hell…

 

The Arrondissements

Initially 20 topics representing the 20 arrondissements of Paris were planned but two of them (the XVe arrondissement directed by Christoffer Boe and the XIe arrondissement by Raphaël Nadjari) were not included in the film because they could not be properly integrated into the movie. The transitions between the arrondissements were written by Emmanuel Benbihy and directed by Benbihy and Frédéric Auburtin. Not including Benbihy (who did not direct an arrondissement) there were 21 directors involved in the finished film.

The 18 arrondissements are:

Montmartre (XVIIIe arrondissement) — written and directed by Bruno Podalydès: A man (Podalydès) parks his car in a neighborhood and muses about all the women passing by and how they all seem to be “taken”, until one woman passerby (Florence Muller) faints near his car, and he comes to her aid.

Quais de Seine (Ve arrondissement) — written by Paul Mayeda Berges and Gurinder Chadha, directed by Gurinder Chadha: A young man (Cyril Descours), hanging out with two friends who taunt all women who walk by, strikes up a friendship with a young Muslim woman (Leïla Bekhti).

Le Marais (IVe arrondissement) — written and directed by Gus Van Sant: A young male customer (Gaspard Ulliel) finds himself attracted to a young Frenchman printshop worker (Elias McConnell) and tries to explain that he believes the man to be his soulmate. Marianne Faithfull also stars.

Tuileries (Ier arrondissement) — written and directed by Joel and Ethan Coen: An American tourist (Steve Buscemi) waiting at the Tuileries station on the Paris Metro becomes involved in the conflict between a young couple (Axel Kiener and Julie Bataille) after he breaks the cardinal rule of making eye contact with them.

Loin du 16e (XVIe arrondissement) — written and directed by Walter Salles and Daniela Thomas: A young woman (Catalina Sandino Moreno) sings a Spanish lullaby (“Que Linda Manito“) to her baby in the hospital, but then must return to her employer’s home, where she sings the same lullaby to her employer’s baby.

Porte de Choisy (XIIIe arrondissement) — written by Gabrielle Keng, Kathy Li and Christopher Doyle, directed by Christopher Doyle: A beauty products salesman (Barbet Schroeder) makes a call on a Chinatown salon run by a woman (Li Xin) who proves to be a tough customer.

Bastille (XIIe arrondissement) — written and directed by Isabel Coixet: A man (Sergio Castellitto) must choose between caring for his ailing wife (Miranda Richardson) or being with another woman (Leonor Watling).

Place des Victoires (IIe arrondissement) — written and directed by Nobuhiro Suwa: A mother (Juliette Binoche), grieving over the death of her little boy (Hippolyte Girardot) is comforted by a cowboy (Willem Dafoe).

Tour Eiffel (VIIe arrondissement) — written and directed by Sylvain Chomet: A boy tells how his parents, both mimes (Paul Putner and Yolande Moreau), met and fell in love.

Parc Monceau (XVIIe arrondissement) — written and directed by Alfonso Cuarón: A father (Nick Nolte) and daughter (Ludivine Sagnier) get reacquainted during a walk along the street.

Quartier des Enfants Rouges (IIIe arrondissement) — written and directed by Olivier Assayas: An American actress (Maggie Gyllenhaal) procures some especially strong hashish from a dealer (Lionel Dray).

Place des fêtes (XIXe arrondissement) — written and directed by Oliver Schmitz: An African man (Seydou Boro) asks a woman (Aïssa Maïga) for a cup of coffee.

Pigalle (IXe arrondissement) — written and directed by Richard LaGravenese: An ageing couple (Bob Hoskins and Fanny Ardant) act out a fantasy argument for a prostitute in order to keep the spark in their relationship.

Quartier de la Madeleine (VIIIe arrondissement) — written and directed by Vincenzo Natali: A young backpacker tourist (Elijah Wood) falls in love with a vampiress (Olga Kurylenko).

Père-Lachaise (XXe arrondissement) — written and directed by Wes Craven: While visiting Père Lachaise Cemetery, a young woman (Emily Mortimer) breaks up with her fiancé (Rufus Sewell), who then receives some advice of the heart from Oscar Wilde (Alexander Payne).

Faubourg Saint-Denis (Xe arrondissement) — written and directed by Tom Tykwer: A young blind man (Melchior Beslon) shows a struggling actress (Natalie Portman) the shortcut to her audition, and the pair fall in love.

Quartier Latin (VIe arrondissement) — written by Gena Rowlands, directed by Gérard Depardieu and Frédéric Auburtin: A separated couple (Ben Gazzara and Rowlands) meet at a bar (run by Depardieu) for one last drink before the two officially divorce.

14e arrondissement (XIVe arrondissement) — written and directed by Alexander Payne: An American woman tourist (Margo Martindale) recites in rough French what she loves about Paris.

 

Posted by juan aka suddendevice at 01:56:53 | Permalink | No Comments »